Bem, desde já confesso que andei afastado porque tive que ler todas as páginas da nova revisão dos estatutos do PSD.
Tenho andado um pouco afastado da vida política. Já não escrevia aqui há algum tempo. Mas sinto necessidade de expressar a minha sincera opinião acerca dos congressos da direita.
Começando pelo do PSD, aquele que já ocorreu, tiro desde já uma conclusão: só serviu para se alterarem os estatutos e para Marques Mendes desafiar os seus adversários para um confronto nas directas.
Fala-se muito nas directas e Marques Mendes defendeu-as com uma coragem admirável. No entanto, temo que se venha a arrepender, pois um líder que há algum tempo não ganhou a sua própria concelhia demonstra fragilidade na relação com as bases.
Entendo que Marques Mendes queira abafar as vozes de descontentamento que vêm de dentro do partido. Também entendo que queira saber quem são os seus adversários internos, desafiando-os para as directas. Só não entendo que um líder com a sua fragilidade se sujeite a correr tal risco apenas para legitimar uma liderança já por si legítima.
Em Portugal, tem-se um pouco a ideia de que um verddeiro líder tem de ser eleito através de directas. Parece que um Congresso não é válido para eleger um líder. Parece que em Congresso os candidatos já entram vencedores e vencidos.
Mas enganem-se os que pensam assim. Os Congressos conseguem ter uma mística tal que muitas vezes redundam em surpresa, emoção, e quase sempre são um espectáculo único para um partido. Para além disso, é uma forma do partido aparecer nos media em destaque e de incentivar mais pessoas a tomarem parte nele.
Contudo, sem eleição no seu seio, os Congressos vão passar a ser meras reuniões despidas de qualquer tipo de interesse. E como se isso já não bastasse, o PSD vai estar cada vez mais exposto aos perigos das directas.
Passando ao Congresso do CDS-PP, é relevante dizer que se trata de algo extraordinário, uma vez que não estava nem na agenda de Ribeiro e Castro, nem na do seu grupo parlamentar.
No entanto, o líder do CDS precisou, tal como Mendes, de utilizar um instrumeto de tentativa de obtenção de legitimidade adicional.
Tenho andado um pouco afastado da vida política. Já não escrevia aqui há algum tempo. Mas sinto necessidade de expressar a minha sincera opinião acerca dos congressos da direita.
Começando pelo do PSD, aquele que já ocorreu, tiro desde já uma conclusão: só serviu para se alterarem os estatutos e para Marques Mendes desafiar os seus adversários para um confronto nas directas.
Fala-se muito nas directas e Marques Mendes defendeu-as com uma coragem admirável. No entanto, temo que se venha a arrepender, pois um líder que há algum tempo não ganhou a sua própria concelhia demonstra fragilidade na relação com as bases.
Entendo que Marques Mendes queira abafar as vozes de descontentamento que vêm de dentro do partido. Também entendo que queira saber quem são os seus adversários internos, desafiando-os para as directas. Só não entendo que um líder com a sua fragilidade se sujeite a correr tal risco apenas para legitimar uma liderança já por si legítima.
Em Portugal, tem-se um pouco a ideia de que um verddeiro líder tem de ser eleito através de directas. Parece que um Congresso não é válido para eleger um líder. Parece que em Congresso os candidatos já entram vencedores e vencidos.
Mas enganem-se os que pensam assim. Os Congressos conseguem ter uma mística tal que muitas vezes redundam em surpresa, emoção, e quase sempre são um espectáculo único para um partido. Para além disso, é uma forma do partido aparecer nos media em destaque e de incentivar mais pessoas a tomarem parte nele.
Contudo, sem eleição no seu seio, os Congressos vão passar a ser meras reuniões despidas de qualquer tipo de interesse. E como se isso já não bastasse, o PSD vai estar cada vez mais exposto aos perigos das directas.
Passando ao Congresso do CDS-PP, é relevante dizer que se trata de algo extraordinário, uma vez que não estava nem na agenda de Ribeiro e Castro, nem na do seu grupo parlamentar.
No entanto, o líder do CDS precisou, tal como Mendes, de utilizar um instrumeto de tentativa de obtenção de legitimidade adicional.
